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Índices Financeiros e Bancários: DI, CDI, Selic, TR e TLP

Guia de DI, CDI, Selic, TR, TLP, IPCA e outros índices financeiros, com fontes oficiais e cuidados de aplicação em contratos e cálculos.

Referência financeira

O que significam DI, CDI, Selic, TR, TLP e os principais índices usados em produtos bancários, contratos e cálculos.

Importante: este conteúdo é técnico e informativo. Não constitui recomendação de investimento nem substitui a leitura do contrato, do título, da norma aplicável ou a análise do caso concreto.

Revisado em 31 de julho de 2026. Consulte os links oficiais para séries e taxas vigentes.

A dúvida mais comum

DI e CDI: qual é a diferença?

A Taxa DI é a taxa calculada e divulgada pela B3 com base em depósitos interfinanceiros de um dia. Esses depósitos são conhecidos como CDI — Certificados de Depósito Interbancário. Por isso, bancos e plataformas costumam dizer que um produto rende “100% do CDI”, embora a referência publicada seja a Taxa DI.

Na prática, os termos aparecem como equivalentes em ofertas financeiras. Em um cálculo auditável, porém, é melhor registrar a série oficial, a convenção de dias úteis, o percentual contratado e as datas exatas.

  • Use a série e a metodologia previstas no contrato.
  • Confira a convenção de 252 dias úteis e o calendário aplicável.
  • Separe rentabilidade bruta de impostos, taxas, carência e liquidez.
Ver metodologia de cálculo acumulado do DI na B3
Mapa de consulta

Qual referência costuma aparecer em cada situação?

Renda fixa pós-fixada

CDB, LCI, LCA, fundos e debêntures

DI/CDI ou IPCA acrescido de taxa, conforme o instrumento. Confira percentual, vencimento, liquidez e tributação.

Crédito e financiamento

Empréstimo, imóvel e veículo

Taxa prefixada, TR, IPCA ou outro indexador, mais encargos previstos. O CET ajuda a enxergar o custo total.

Aplicação tradicional

Poupança

TR somada à remuneração adicional definida em lei, observados aniversário e permanência do depósito.

Desenvolvimento

Operações BNDES

TLP, TJLP ou outro custo financeiro, acrescido de remunerações e risco de crédito previstos na operação.

Moeda estrangeira

Contratos cambiais

PTAX ou outra cotação expressamente indicada, com definição de compra/venda, moeda, data e horário de referência.

Obrigações civis

Atualização e juros legais

IPCA e Taxa Legal nas hipóteses subsidiárias da legislação, sem afastar contrato, decisão ou norma especial.

Fontes oficiais

Principais índices e taxas financeiras

Cada cartão diferencia conceito, uso comum e cuidado de aplicação. Os links levam ao órgão responsável ou à fonte institucional.

DI / CDIMercado interbancário

Taxa DI e referência CDI

A Taxa DI é calculada e divulgada pela B3 a partir de depósitos interfinanceiros de um dia. No uso comercial, “CDI” costuma designar essa referência de rentabilidade.

Usos comuns
CDBs, LCIs, LCAs, fundos, debêntures e contratos que indiquem percentual do CDI.
Ponto de atenção
“100% do CDI” não significa somar a taxa anual ao principal de uma só vez. A acumulação usa fatores diários, normalmente em base de 252 dias úteis, conforme o período e o contrato.
Fonte oficial: Metodologia do DI — B3
SelicPolítica monetária

Selic Meta e Selic efetiva

A Meta Selic é definida pelo Copom. A Selic efetiva resulta das operações compromissadas de um dia com títulos públicos e tende a acompanhar a meta.

Usos comuns
Títulos públicos, aplicações pós-fixadas, atualização prevista em lei e referência geral do custo do dinheiro.
Ponto de atenção
Meta e taxa efetiva não são séries idênticas. Em cálculos, identifique qual delas o contrato, o título ou a norma realmente determina.
Fonte oficial: Taxa Selic — Banco Central
TR / TBFReferenciais bancários

Taxa Referencial e Taxa Básica Financeira

TR e TBF são taxas oficiais calculadas segundo regulamentação do Banco Central. A TR integra fórmulas legais e contratuais específicas.

Usos comuns
Poupança, FGTS e determinados financiamentos, especialmente imobiliários, quando houver previsão expressa.
Ponto de atenção
TR não é uma medida geral de inflação. Em financiamento, ela pode atualizar o saldo, enquanto juros, seguros e tarifas seguem regras próprias.
Fonte oficial: Calculadora do Cidadão — Banco Central
PoupançaAplicações

Remuneração dos depósitos de poupança

A remuneração combina a TR com uma parcela adicional definida em lei, condicionada ao nível da Meta Selic.

Usos comuns
Atualização de depósitos de poupança e obrigações que adotem expressamente essa remuneração.
Ponto de atenção
A remuneração depende da data de aniversário e do menor saldo do período. Resgates antes do ciclo de rendimento podem alterar o resultado.
Fonte oficial: Remuneração da poupança — Banco Central
IPCA / IPCA-EInflação

Índices de preços ao consumidor amplo

O IPCA é o índice oficial de inflação do país. O IPCA-E corresponde à acumulação trimestral do IPCA-15.

Usos comuns
Contratos indexados à inflação, títulos IPCA+, atualização monetária e regimes legais específicos.
Ponto de atenção
IPCA, IPCA-15 e IPCA-E têm períodos de coleta e divulgação distintos. Não troque uma série por outra apenas porque os nomes são próximos.
Fonte oficial: Inflação — IBGE
INPCInflação

Índice Nacional de Preços ao Consumidor

O INPC mede a variação do custo de vida para famílias assalariadas dentro da faixa de renda definida pelo IBGE.

Usos comuns
Reajustes salariais, benefícios, contratos e atualizações quando houver indicação normativa ou contratual.
Ponto de atenção
A população-objetivo do INPC difere da do IPCA. A escolha deve vir da norma ou do contrato, não da taxa que produza o maior resultado.
Fonte oficial: Preços e custos — IBGE
IGP-MÍndice geral de preços

Índice Geral de Preços — Mercado

Calculado pelo FGV IBRE, combina IPA, IPC e INCC com ponderações próprias e período de coleta específico.

Usos comuns
Aluguéis, contratos de fornecimento e outras obrigações que prevejam expressamente o IGP-M.
Ponto de atenção
O IGP-M não é intercambiável com IPCA ou IGP-DI. Confira a versão, o mês-base e a cláusula de substituição do índice.
Fonte oficial: Índices Gerais de Preços — FGV IBRE
INCCConstrução civil

Índice Nacional de Custo da Construção

O INCC acompanha materiais, serviços e mão de obra da construção. Há versões M, DI e 10, com janelas de coleta diferentes.

Usos comuns
Parcelas de imóveis em construção, incorporações e contratos vinculados ao custo da construção.
Ponto de atenção
Depois da entrega ou do marco contratual, o indexador pode mudar. Use exatamente a versão prevista no instrumento.
Fonte oficial: INCC — FGV IBRE
TLP / TJLPCrédito de longo prazo

Taxas de longo prazo do BNDES

A TLP passou a compor o custo de novos contratos a partir de 2018. A TJLP permanece relevante para contratos anteriores e hipóteses específicas.

Usos comuns
Financiamentos do BNDES e operações repassadas por agentes financeiros.
Ponto de atenção
A taxa final não se resume à TLP: pode incluir IPCA, remuneração do BNDES, spread do agente e risco de crédito. Leia o contrato completo.
Fonte oficial: Taxa de Longo Prazo — BNDES
PTAXCâmbio

Taxa de câmbio de referência PTAX

A PTAX é uma taxa de câmbio de referência publicada pelo Banco Central a partir de consultas ao mercado interbancário.

Usos comuns
Contratos cambiais, derivativos e obrigações em moeda estrangeira quando a cláusula indicar a PTAX.
Ponto de atenção
Há cotações de compra e venda, moedas e datas de referência. A taxa comercial vista em sites ou bancos pode não reproduzir a PTAX contratual.
Fonte oficial: Cotações e boletins — Banco Central
Crédito bancárioTaxas médias

Taxas médias por modalidade

O Banco Central divulga médias praticadas por instituições e modalidades de crédito, úteis como referência estatística e comparativa.

Usos comuns
Análise de mercado, conferência de alegações de onerosidade e estudos técnicos, conforme a pergunta pericial.
Ponto de atenção
Média de mercado não substitui automaticamente a taxa contratada nem prova, sozinha, abusividade. Compare modalidade, perfil, prazo e época equivalentes.
Fonte oficial: Taxas de juros — Banco Central
Antes da planilha

Oito regras para aplicar índices sem distorcer o contrato

  1. Identifique índice, taxa e spread.Correção monetária, juros remuneratórios e margem do agente são componentes diferentes.
  2. Leia a cláusula completa.Percentual, periodicidade, mês-base, substituição do índice e datas de corte mudam o resultado.
  3. Respeite a base temporal.Uma série pode usar dias úteis, dias corridos, mês cheio ou aniversário da operação.
  4. Defina os limites do período.Registre se a data inicial entra no cálculo e se a data final é inclusiva ou exclusiva.
  5. Confira a forma de capitalização.Juros simples e compostos não podem ser trocados sem fundamento contratual ou normativo.
  6. Trate cada evento financeiro.Pagamentos, amortizações, carências, aportes e resgates precisam entrar na data correta.
  7. Separe valor bruto e líquido.Imposto, IOF, tarifas, seguros e taxas de administração não fazem parte do índice em si.
  8. Guarde a trilha de auditoria.Fonte, série, data de acesso, calendário e fórmula devem permitir a reprodução do resultado.
Visão por produto

Onde cada referência costuma entrar

Produto ou operaçãoReferências frequentesO que conferir
CDB, LCI e LCAPercentual do DI/CDI, prefixada ou IPCA + taxaPrazo, liquidez, carência, garantia, tributação e regra de resgate
Debêntures e títulos privadosDI/CDI + spread, IPCA + taxa ou prefixadaEscritura, eventos, amortizações, prêmio, vencimento e tributação
PoupançaTR + remuneração legalAniversário, menor saldo e tempo mínimo do depósito
Financiamento imobiliárioTR, IPCA, poupança ou taxa prefixadaCET, SAC/Price, seguros, tarifas e cláusula de atualização do saldo
Empréstimo e financiamentoTaxa contratada e CET; média do BCB como referência comparativaModalidade, prazo, garantias, encargos por atraso e data da contratação
Cartão e cheque especialTaxa contratada, encargos rotativos e limites legais específicosFaturas, pagamentos, parcelamentos, CET e alterações de taxa
Operação BNDESTLP, TJLP ou custo financeiro específico + spreadsData e modalidade da operação, IPCA, agente financeiro e risco de crédito
Contrato cambialPTAX ou cotação previstaMoeda, compra/venda, data, horário e cláusula de conversão

SAC e Price não são índices: são sistemas de amortização. Eles definem como principal e juros são distribuídos nas parcelas e podem coexistir com um indexador.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre índices bancários

DI e CDI são exatamente a mesma coisa?

CDI é o instrumento de depósito interfinanceiro; Taxa DI é a referência calculada e divulgada pela B3 a partir dessas operações. No mercado, “rende X% do CDI” normalmente se refere à Taxa DI.

Quanto rende 100% do CDI?

Depende das taxas diárias do período, do número de dias úteis, das datas de aplicação e resgate e dos custos e tributos do produto. Uma taxa anual divulgada é referência, não o resultado líquido individual.

Posso somar Selic e correção monetária?

Somente se o regime jurídico ou o instrumento válido determinar componentes distintos. Quando a Selic é usada como taxa única, somar outra correção no mesmo período pode gerar duplicidade.

Uma taxa média do Banco Central substitui a taxa do contrato?

Não automaticamente. As médias são referências estatísticas. Uma análise técnica deve comparar modalidade, época, prazo, garantias e perfil equivalentes, além do contexto jurídico da discussão.

Onde encontro os valores atuais dos índices?

Nos links oficiais desta página. Evitamos reproduzir uma “taxa de hoje” no texto porque índices mudam e cada cálculo pode exigir uma série, data e convenção diferentes.

SAC e Tabela Price são índices?

Não. São sistemas de amortização. O contrato pode usar SAC ou Price e, ao mesmo tempo, prever TR, IPCA ou outra referência para atualizar o saldo.

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