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Assistente técnico contábil, correlação com meses desalinhados na planilha

Reproduza três coeficientes com os mesmos valores e confira como a identidade dos pares muda a correlação.

Uma correlação pode estar matematicamente correta para os números selecionados e, ainda assim, comparar meses diferentes. Antes de interpretar o coeficiente, o assistente técnico contábil precisa conferir a identidade de cada par de observações.

O exemplo utiliza quatro meses fictícios, um indicador X e um indicador Y. Os arquivos foram entregues em ordens diferentes. Nenhum valor foi alterado. A simples associação pela posição da linha produz resultado diferente da associação pelo mês, e ordenar cada coluna pelo valor cria uma terceira resposta.

A unidade de comparação é o mês

Mês Indicador X Indicador Y
Janeiro 1 1
Fevereiro 2 3
Março 3 2
Abril 4 4

Os indicadores são números sem unidade monetária neste exercício. Representam apenas séries de teste. X foi exportado de janeiro a abril. Y chegou na ordem fevereiro, abril, janeiro e março, com valores 3, 4, 1 e 2. Os identificadores mensais existem nos dois arquivos e precisam orientar a associação.

Ao reconstruir os pares pela chave, o coeficiente de Pearson é positivo e igual a 0,8. A média de cada série é 2,5. A soma dos produtos dos desvios dos pares corretos é 4, e a soma dos quadrados dos desvios de cada série é 5. Assim, o denominador é a raiz de 5 vezes 5, igual a 5, e o coeficiente é 4 dividido por 5.

O que acontece ao ignorar os identificadores

Se a primeira linha de X for associada à primeira linha de Y, os pares passam a ser 1 com 3, 2 com 4, 3 com 1 e 4 com 2. A soma dos produtos dos desvios passa a ser negativa, de magnitude 3. O coeficiente calculado é negativo, de magnitude 0,6.

Procedimento Resultado do coeficiente O que foi preservado
Associação pelo mês Positivo, 0,8 Valores e pares temporais
Associação pela posição recebida Negativo, magnitude 0,6 Valores, mas não os meses correspondentes
Ordenação independente por valor Positivo, 1 Valores ordenados, mas não a identidade dos pares

Na terceira versão, ordenar cada coluna separadamente coloca 1 com 1, 2 com 2, 3 com 3 e 4 com 4. A correlação perfeita nasce da reorganização indevida das observações. Ela não descreve a relação entre os indicadores nos meses originais.

Controles antes da interpretação

O programa exige chaves mensais únicas e iguais nos dois arquivos. Uma duplicidade ou a ausência de um mês interrompe a associação. Não se elimina silenciosamente a linha excedente e não se preenche uma lacuna com zero, pois essas escolhas modificariam o universo analisado.

Uma série constante também impede este cálculo de Pearson, porque seu desvio é zero. O verificador testa essa condição e devolve uma exceção explícita. Um coeficiente inexistente não deve ser apresentado como correlação zero.

Mesmo o resultado correto de 0,8 não demonstra que X causou Y. Há apenas quatro observações construídas para o exercício. Não foram calculados teste de significância, intervalo de confiança ou capacidade de previsão. Transformar essa conta em conclusão causal ou projeção econômica exigiria desenho de análise e evidências adicionais.

Arquivos e teste independente

O pacote contém as duas exportações em suas ordens originais, os pares reconstruídos, resultados esperados e o verificador. O código calcula Pearson diretamente a partir dos desvios, confere os três resultados e testa chaves duplicadas, mês ausente e série constante. Não depende do Excel e não afirma ter executado a função nesse aplicativo.

A documentação da função CORREL descreve o coeficiente e condições que impedem seu cálculo. O roteiro de auditoria de planilhas trata dos controles gerais do arquivo. Este laboratório acrescenta a conferência dos pares temporais, útil na assistência técnica contábil quando uma conclusão depende da relação entre séries.

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