Quando dois laudos de apuração de haveres chegam a valores muito diferentes, a perícia contábil deve construir uma ponte entre as premissas, e não atribuir toda a divergência a um único ajuste. O perito contábil precisa reproduzir data-base, método, ativos, passivos, contingências e percentual societário de cada memória.
Ponte de diferenças
Se o laudo A apura R$ 4,0 milhões e o B R$ 5,2 milhões, o assistente técnico contábil deve demonstrar quanto decorre de estoque, contas a receber, passivos, imobilizado e participação. Por exemplo: +R$ 500 mil em ativos, +R$ 300 mil pela exclusão de passivos e +R$ 400 mil por diferença de participação explicam os R$ 1,2 milhão.
Nos cálculos judiciais, cada ajuste deve aparecer uma única vez. A ponte evita efeitos sobrepostos e permite identificar quais premissas realmente determinam o valor final dos haveres.
