Pagamentos fora da ordem cronológica exigem rastreamento documental. A perícia contábil não deve simplesmente ordenar recibos por data e presumir que cada valor quitou a parcela mais antiga. O perito contábil precisa usar identificadores da guia, competência, código de receita e extrato administrativo para descobrir a destinação efetiva.
Como montar a conciliação
Nos cálculos judiciais, o assistente técnico contábil deve apresentar número da parcela, vencimento, data do pagamento, valor pago e parcela efetivamente apropriada. Isso evita que um pagamento tardio seja lançado em outra competência e mantenha artificialmente como aberta a obrigação que já foi satisfeita.
Exemplo numérico
Considere quatro parcelas de R$ 5.000,00. O contribuinte paga a 1ª, a 3ª e depois a 2ª. Se o sistema identifica cada guia corretamente, o saldo após os três pagamentos é apenas a 4ª parcela, R$ 5.000,00, acrescida dos encargos pertinentes. Uma apropriação automática pela ordem de datas pode produzir saldo indevido em outra parcela.
A memória pericial deve mostrar a vinculação real de cada pagamento e somente depois consolidar o saldo da execução.
