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Perícia contábil, ativo de contrato e recebível em três marcos

Reconcilie execução, direito de cobrança e caixa em três períodos sem compensar contratos de clientes distintos.

Receita, direito incondicional de cobrança e caixa podem surgir em momentos diferentes. Esta demonstração de perícia contábil acompanha um serviço ao longo de três períodos e concilia os saldos sem fazer do faturamento a origem automática da receita.

Há dois contratos inteiramente fictícios, com clientes diferentes. No contrato A, de R$ 100.000, o cliente recebe e consome os benefícios à medida que o serviço é prestado. A hipótese documenta reconhecimento ao longo do tempo e mensuração válida do progresso em R$ 40.000, R$ 35.000 e R$ 25.000. Esses valores vêm da execução demonstrada, não das notas emitidas.

Marcos específicos tornam parcelas incondicionalmente exigíveis. Antes deles, o direito à contraprestação pela execução depende de condição adicional ao simples decurso do tempo. O exercício não contém financiamento significativo, tributos ou custos. Eventuais perdas de crédito exigiriam avaliação própria, não incluída nos valores desta memória.

Três fluxos do contrato A

Período Receita do período Direito de cobrança que se torna incondicional Caixa recebido
1 40.000 25.000 20.000
2 35.000 45.000 40.000
3 25.000 30.000 40.000

No primeiro período, R$ 15.000 da execução ainda dependem de marco contratual. Outros R$ 5.000 já podem ser cobrados, mas não foram recebidos. São posições diferentes, embora ambas contribuam para explicar a distância entre receita e caixa.

Encerramento Receita acumulada Ativo de contrato Recebível Caixa acumulado de A
1 40.000 15.000 5.000 20.000
2 75.000 5.000 10.000 60.000
3 100.000 0 0 100.000

Em cada corte, receita acumulada menos caixa acumulado equivale à soma de ativo de contrato e recebível. No período 2, o direito de cobrança de R$ 45.000 supera a receita nova porque também libera parte do direito condicionado anterior.

Um adiantamento de outro cliente

O contrato B recebe R$ 30.000 no primeiro período e não tem prestação até o terceiro encerramento. Não há combinação dos contratos nem direito de compensação. B mantém passivo de contrato de R$ 30.000 em todos os cortes, sem receita.

No primeiro encerramento, o caixa conjunto é R$ 50.000. Somando recebível de R$ 5.000 e ativo de contrato de R$ 15.000, e deduzindo o passivo de R$ 30.000, a ponte resulta nos R$ 40.000 de receita de A. Compensar o ativo de A com o passivo de B esconderia R$ 15.000 de cada posição.

Reprodução da ponte

O pacote traz contratos, marcos, recebimentos e saldos, além de verificador, manifesto e instruções. As contas são reconstruídas por contrato e por período. A matriz permite ao leitor localizar se a divergência está na execução, na condição de cobrança ou na liquidação.

Os itens 105 a 109 do CPC 47 distinguem essas posições. Em uma perícia contábil, a evidência decisiva inclui cláusulas, prova de execução, confirmação dos marcos e extratos. Uma data de faturamento isolada não prova todos esses fatos.

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