Um ativo destinado à venda pode exigir mudança de mensuração e interrupção da depreciação antes da alienação efetiva. A data dessa mudança altera o resultado de cada período, mesmo quando a soma final das perdas coincide. Este laboratório de perícia contábil reconstrói um equipamento até sua venda no exercício seguinte.
Todos os dados são fictícios. Em 1º de janeiro de 2025, o equipamento tem valor contábil de R$ 100.000,00, vida útil remanescente de cinco anos e valor residual zero. A depreciação é linear, R$ 20.000,00 por ano. O ativo está dentro do alcance de mensuração do CPC 31 e não integra uma operação descontinuada nesta hipótese.
A classificação depende dos fatos na data
Até junho, o equipamento permanece em uso e os critérios para venda ainda não estão atendidos. Em 1º de julho, a gestão competente assume compromisso com o plano, o bem está disponível para venda imediata na condição atual e existe busca ativa de comprador por preço razoável. A conclusão em até um ano é altamente provável, sem indicação de retirada ou mudança significativa do plano.
A matriz incluída no pacote registra essas condições. Uma simples intenção de vender ou a retirada temporária de uso não é utilizada como gatilho automático.
O valor na entrada da nova classificação
A depreciação de seis meses é R$ 10.000,00. Portanto, imediatamente antes da classificação, o valor contábil é R$ 90.000,00. A avaliação fictícia indica valor justo de R$ 84.000,00 e despesas de venda de R$ 4.000,00, resultando em R$ 80.000,00 líquidos.
O menor valor é R$ 80.000,00. A perda reconhecida na classificação é R$ 10.000,00. Essa comparação ocorre depois de atualizar a depreciação até o corte, evitando comparar o valor líquido de venda com um saldo contábil atrasado.
| Etapa | Valor contábil | Efeito no resultado de 2025 |
|---|---|---|
| Abertura | 100.000,00 | Nenhum |
| Após seis meses de uso | 90.000,00 | Despesa de 10.000,00 |
| Classificação para venda | 80.000,00 | Perda de 10.000,00 |
| Encerramento de dezembro | 80.000,00 | Sem nova depreciação |
Não houve alteração da estimativa líquida de venda até dezembro. O ativo permanece em R$ 80.000,00, separado como mantido para venda. A despesa total de 2025 é R$ 20.000,00.
Venda no exercício seguinte
Em janeiro de 2026, a venda é concluída por R$ 82.000,00, com despesas efetivas de R$ 3.000,00. O ingresso líquido é R$ 79.000,00. Comparado ao saldo de R$ 80.000,00, gera perda de R$ 1.000,00 e baixa integral do ativo.
Uma memória incorreta que continuasse depreciando R$ 10.000,00 no segundo semestre encerraria 2025 com R$ 70.000,00. Na venda, mostraria ganho de R$ 9.000,00. A soma dos efeitos nos dois anos ainda seria uma perda de R$ 21.000,00, mas deslocaria R$ 10.000,00 entre os exercícios.
O pacote contém premissas, condições de classificação, cortes de valor e confronto das duas memórias. verificar.py calcula depreciação até o marco, perda inicial, baixa na venda e igualdade acumulada que mascara o erro de período.
Os itens 6 a 8, 15, 18 e 25 do CPC 31 aprovado pela Resolução CVM 108 são a referência. Na perícia contábil, a prova da data de classificação é tão importante quanto a fórmula de mensuração.
