Uma carteira pode receber títulos em vez de dinheiro. Se esses ativos entram de fora do perímetro analisado, sua inclusão é fluxo externo, não rentabilidade. Este laboratório fictício utiliza cotas teóricas para conferir o retorno entre avaliações e preservar a sequência dos eventos.
Perímetro e avaliações
A carteira começa com R$ 10.000, divididos apenas para controle em cem cotas de R$ 100. Não são cotas de um fundo real. Os valores seguintes representam avaliações completas antes de cada fluxo. Custos e proventos já estão refletidos nas posições; não há outro fluxo externo.
Após valorização de 10%, o patrimônio chega a R$ 11.000 e a cota a R$ 110. Nesse instante entram títulos avaliados em R$ 5.500, provenientes de fora da carteira. O controle emite cinquenta cotas teóricas, passando a 150 cotas e R$ 16.500, sem alterar o valor unitário.
| Evento | Patrimônio após evento | Cotas após evento | Valor da cota |
|---|---|---|---|
| Aporte em títulos | 16.500 | 150 | 110,00 |
| Queda de 10% | 14.850 | 150 | 99,00 |
| Retirada de 2.970 | 11.880 | 120 | 99,00 |
| Valorização final de 10% | 13.068 | 120 | 108,90 |
Uma transferência interna de R$ 1.000 entre duas contas incluídas no mesmo perímetro não altera o patrimônio, as cotas ou o retorno consolidado. O arquivo preserva esse evento separadamente da entrada de títulos.
Retorno e resultado monetário
O encadeamento é 1,10 vezes 0,90 vezes 1,10, menos um, resultando em 8,9%. O mesmo percentual aparece pela cota final de R$ 108,90 dividida pela inicial de R$ 100, menos um. Somar as três taxas produziria 10%, uma diferença de 1,1 ponto percentual.
O resultado monetário é R$ 13.068 menos R$ 10.000 menos R$ 5.500 mais R$ 2.970: R$ 538. Dividir R$ 538 pelos R$ 10.000 iniciais não substitui a medida ponderada pelo tempo.
O pacote percorre eventos, quantidades, avaliações e testes de fronteira. Um teste recusa aporte sem avaliação anterior disponível. O manual GIPS sobre cálculo e encadeamento dos retornos fundamenta o método; o exercício não declara conformidade integral GIPS. A base amplia a demonstração anterior de resultado monetário com aportes. A perícia contábil precisa conferir o perímetro e cada avaliação antes do cálculo.
