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Perícia contábil, desativação de ativo e revisão do custo capitalizado

Concilie custo inicial de retirada, revisão da obrigação, depreciação futura e custo financeiro sem capitalização indevida.

Uma obrigação de retirar equipamento pode integrar o custo do imobilizado. Quando a estimativa muda, é necessário separar o efeito no ativo, a passagem do tempo no passivo e a depreciação futura. Este laboratório de perícia contábil reconcilia os três movimentos.

O equipamento e sua obrigação de retirada são fictícios. Na instalação, o pagamento pelo equipamento é R$ 80.000. A obrigação já satisfaz os requisitos de reconhecimento, nasce da instalação e tem desembolso estimado de R$ 24.200 ao final de dois anos. A taxa de desconto apropriada, fornecida na hipótese, é 10% ao ano.

O valor presente da retirada é R$ 20.000. O ativo inicial soma R$ 100.000: R$ 80.000 pagos e R$ 20.000 capitalizados. A vida útil é de dois anos, valor residual zero e depreciação linear. O equipamento presta serviços, sem formação de estoques. Não há tributos, reavaliação ou outro componente de custo.

Primeiro ano e revisão

A depreciação do primeiro ano é R$ 50.000. O passivo cresce de R$ 20.000 para R$ 22.000 pela passagem do tempo, com custo financeiro de R$ 2.000 no resultado. Esse custo financeiro não aumenta o imobilizado.

No encerramento, informação nova eleva o desembolso esperado para R$ 30.800, ainda ao final do segundo ano. À mesma taxa de 10%, o novo passivo é R$ 28.000. A diferença de R$ 6.000 ajusta o custo do ativo, que passa de R$ 50.000 para R$ 56.000. Não altera retroativamente a depreciação já reconhecida.

Foi avaliada a recuperabilidade após o acréscimo, e a hipótese fornece valor recuperável suficiente, sem perda. Essa conclusão é premissa do exercício e exigiria suporte próprio numa avaliação real.

Corte Ativo líquido Passivo de retirada Despesa reconhecida na etapa
Instalação 100.000 20.000 Zero
Primeiro ano, antes da revisão 50.000 22.000 52.000
Após revisão 56.000 28.000 Zero adicional
Segundo ano, antes de pagar Zero 30.800 58.800
Após retirada e pagamento Zero Zero Zero adicional

No segundo ano, os R$ 56.000 do ativo são depreciados durante a vida útil restante. O passivo recebe R$ 2.800 de custo financeiro. O pagamento de R$ 30.800 encerra a obrigação, conforme a nova estimativa.

Conferência do custo total

A depreciação acumulada é R$ 106.000 e os custos financeiros somam R$ 4.800. As despesas totais de R$ 110.800 correspondem aos R$ 80.000 pagos na instalação mais os R$ 30.800 pagos na retirada. Trata de custos desse equipamento, sem simular receita de serviços ou lucro integral da entidade.

Levar os R$ 6.000 da revisão diretamente à despesa anteciparia esse valor no primeiro ano e reduziria a depreciação do segundo. Capitalizar os R$ 2.000 de passagem do tempo confundiria uma terceira origem de mudança com a revisão da obrigação.

O pacote contém entradas, eventos, saldos e conferências. A ICPC 12, itens 2, 5, 7 e 8, sustenta o tratamento pelo método de custo. A perícia contábil deve preservar a estimativa anterior e documentar quando a nova informação se tornou disponível.

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