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Imóvel para investimento que passa ao uso próprio e nova base de depreciação

Confira a transferência pelo valor justo e a depreciação depois da ocupação própria.

A ocupação de um imóvel antes mantido para renda pode encerrar a mensuração pelo valor justo e iniciar uma nova base de custo. Este laboratório acompanha a data da transferência, o resultado anterior a ela e a depreciação posterior.

O estudo é fictício e trata somente da construção. O terreno é separado e fica fora dos números. A propriedade para investimento estava pelo método do valor justo, com saldo de R$ 400.000 no início do intervalo. Não há reforma, gasto adicional, perda de recuperação ou efeito fiscal no recorte.

A ocupação precisa estar comprovada

Em primeiro de outubro, a locação a terceiro já terminou e a entidade inicia efetivamente sua ocupação administrativa. O prédio está disponível para essa utilização. A mudança é um fato documentado da hipótese, não apenas uma intenção da administração.

O valor justo nessa data é R$ 440.000. Antes da transferência, a atualização de R$ 40.000 pertence ao resultado do período como variação da propriedade para investimento. A transferência leva os R$ 440.000 para o imobilizado, como custo considerado para a contabilização subsequente.

Não há venda, entrada de caixa ou reserva nova de reavaliação na operação. O tratamento não é obtido invertendo os lançamentos aplicados quando um imóvel de uso próprio passa para investimento.

A nova base acompanha a vida remanescente

A avaliação técnica fornece vida remanescente de quatro anos e residual de R$ 40.000. A política posterior é custo menos depreciação e perdas aplicáveis, com consumo uniforme.

Medida Valor
Custo considerado em outubro 440.000
Residual 40.000
Base depreciável 400.000
Depreciação anual 100.000
Depreciação de outubro a dezembro 25.000
Saldo em dezembro 415.000

A despesa de R$ 25.000 abrange três meses de uso. O resultado líquido dos eventos apresentados é ganho de R$ 15.000: atualização de R$ 40.000 menos depreciação de R$ 25.000. O ativo também aumenta R$ 15.000 sobre os R$ 400.000 iniciais.

Uma avaliação posterior não substitui o custo

Uma referência de mercado de R$ 500.000 em dezembro não leva automaticamente o imobilizado a esse valor. Sob a política e as condições deste exercício, o saldo permanece R$ 415.000. Continuar atualizando o prédio para R$ 500.000 e omitir a depreciação criaria excesso de R$ 85.000 no ativo e no resultado do recorte.

O pacote inclui datas, bases, cronograma trimestral e contraste. Não abrange aluguéis anteriores, tributos, terreno ou avaliação imobiliária.

Os itens 35, 57, 59 e 60 do CPC 28 orientam a mudança. Na perícia contábil, preserve a evidência de ocupação e a avaliação da data correta, além da vida remanescente.

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