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Plano pago em caixa convertido em remuneração com ações

Reconcilie última mensuração do passivo, patrimônio reconhecido e serviço futuro em plano convertido para ações.

Converter uma obrigação de pagamento em dinheiro para liquidação com instrumentos patrimoniais exige mais do que trocar o nome da conta. Este laboratório separa a última mensuração do passivo, o patrimônio reconhecido na modificação e o serviço ainda não recebido.

O acordo e as avaliações são fictícios. Cem direitos dependem exclusivamente de três anos de serviço, prestado uniformemente. Todos os direitos são esperados e efetivamente adquiridos. Ao fim do primeiro ano, o valor justo unitário do direito em caixa era R$ 15, gerando passivo e despesa de R$ 500.

Ao final do segundo ano, o valor justo unitário do direito em caixa passa a R$ 9. Imediatamente depois dessa remensuração, um aditivo elimina integralmente a obrigação em dinheiro e estabelece liquidação em instrumentos patrimoniais próprios. O prazo de serviço de três anos não muda. O valor justo de cada novo instrumento na modificação é R$ 12. Esses valores vêm de avaliações fornecidas, não de um modelo executado pela planilha.

Atualizar a obrigação antes da troca

O passivo no momento da modificação é R$ 600, obtido por 100 direitos, R$ 9 cada e dois terços de serviço. O aumento sobre os R$ 500 anteriores gera despesa de R$ 100 no segundo ano.

O valor patrimonial total da nova remuneração é R$ 1.200. A parcela referente aos dois anos já prestados é R$ 800. Na modificação, a entidade baixa o passivo de R$ 600, reconhece R$ 800 no patrimônio e leva a diferença de R$ 200 imediatamente à despesa.

Período ou etapa Despesa Passivo final Crédito acumulado ao patrimônio
Ano 1 500 500 0
Ano 2, remensuração 100 600 0
Ano 2, modificação 200 0 800
Ano 3, serviço restante 400 0 1.200

O valor posterior não recria a dívida em caixa

Ao final do terceiro ano, o valor justo unitário observado é R$ 20, mas não redefine a base de R$ 12 fixada na modificação. As condições de serviço foram cumpridas e não há nova alteração. A despesa total permanece R$ 1.200, sem saída de caixa neste acordo.

Trocar apenas o passivo de R$ 600 por patrimônio e depois reconhecer somente R$ 400 de serviço deixaria despesa e crédito patrimonial totais em R$ 1.000, omitindo R$ 200. Continuar remensurando tudo a R$ 20 elevaria a base a R$ 2.000, excesso de R$ 800.

Os itens B44A e B44B do CPC 10 orientam a alteração. Não há tributos, condição de mercado ou serviço capitalizado no exercício.

Os arquivos reconstroem as etapas e os lançamentos. Na perícia contábil, preserve o aditivo, a extinção da alternativa em dinheiro e as duas avaliações na data da mudança.

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