O custo de uma carteira precisa ser comparado com os recursos que estiveram efetivamente expostos durante o período. Usar somente o patrimônio inicial pode distorcer a medida quando houve um aporte relevante. Usar apenas o saldo final pode produzir outro viés, especialmente depois de um resgate.
Este laboratório permite conferir duas medidas descritivas, o giro por compras e a proporção dos custos sobre o patrimônio médio diário. A base fictícia já preenchida mostra o cálculo. É possível substituir os valores e baixar uma memória em CSV. As operações da ferramenta ocorrem no navegador, sem envio do conteúdo preenchido por seu código.
Experimente com uma base diária
Conferir giro por compras e peso dos custos
Cole uma linha por dia, incluindo os dias sem operação. Use ponto e vírgula entre as colunas, vírgula para centavos e nenhum separador de milhar. Informe o patrimônio ao fim de cada dia. A ferramenta calcula apenas quando todos os registros passam pela validação.
Ative o JavaScript para utilizar a conferência. A demonstração numérica e o método estão descritos no texto abaixo.
O método usado nesta conferência
O patrimônio médio é a soma das posições ao fim dos dias informados dividida pela quantidade de observações. O giro por compras é o total de compras dividido por esse patrimônio médio. A proporção de custos é o total dos custos informados dividido pela mesma média, multiplicado por 100.
As vendas são exibidas separadamente. Elas não são somadas às compras para calcular este indicador. Aportes e resgates também aparecem na memória, mas não são classificados como operações de compra ou venda. A posição de patrimônio informada já deve refletir os movimentos e a avaliação do dia. Subtrair novamente o aporte dessa posição alteraria o método descrito.
Essa escolha de cálculo precisa acompanhar qualquer resultado exportado. Há outras convenções para medir giro e custos. Dois pareceres podem apresentar números diferentes porque utilizam populações, bases patrimoniais ou intervalos diferentes. A comparação só é válida depois de tornar essas diferenças explícitas.
Resultado esperado do exemplo
| Medida | Resultado da base fictícia |
|---|---|
| Observações diárias | 5 |
| Soma dos patrimônios de fechamento | R$ 560.000 |
| Patrimônio médio | R$ 112.000 |
| Compras | R$ 50.000 |
| Vendas | R$ 45.000 |
| Custos | R$ 340 |
| Giro por compras no período | Aproximadamente 0,4464 vez |
| Custos sobre o patrimônio médio | Aproximadamente 0,3036% |
Os aportes somam R$ 25.000 e os resgates, R$ 10.000. Eles ajudam a compreender a evolução da base, mas não demonstram rentabilidade. O exemplo possui somente cinco dias e não é anualizado. Multiplicar mecanicamente um intervalo tão curto para projetar um ano pode criar uma aparência de precisão que a observação não sustenta.
Preparar os dados sem retirar dias importantes
Informe uma posição para cada dia da convenção adotada, inclusive dias sem operações. A ferramenta verifica formato, ordem e repetição das datas, mas não possui o calendário da sua instituição. Ela não consegue saber se um dia relevante foi omitido. Essa conferência continua sendo responsabilidade de quem prepara a base.
O patrimônio deve utilizar uma definição consistente. Não misture posição líquida em alguns dias com exposição bruta em outros. Em carteiras alavancadas, derivativos e contas com patrimônio nulo ou negativo, este modelo exige outra abordagem. A ferramenta recusa patrimônio não positivo e não calcula exposição nocional, margem ou sensibilidade de derivativos.
Os custos precisam ser conciliados com as notas e o extrato. Um mesmo encargo não pode aparecer uma vez no campo de corretagem e novamente dentro de um total já consolidado. Devoluções e descontos devem ser tratados previamente, com memória própria. Nesta ferramenta, os campos aceitam valores não negativos e até duas casas decimais, para manter clara a base monetária de entrada.
O que os indicadores dizem sobre churning
Giro e custos descrevem a movimentação financeira. A análise de churning também precisa examinar quem controlava as decisões e a relação entre as operações, o perfil do investidor e a geração de receitas para os participantes. A orientação da CVM sobre o assunto é uma referência para essa investigação.
Uma carteira movimentada não recebe automaticamente a classificação de churning. As operações podem ter explicações documentadas. Uma carteira com resultado positivo também pode exigir exame de custos e conduta. O trabalho pericial deve analisar as evidências de cada elemento, sem transformar um indicador isolado em veredito.
Conferências incorporadas à ferramenta
A base precisa ter cabeçalho com sete colunas, datas válidas e observações em ordem crescente. Datas repetidas são recusadas para evitar que o mesmo dia seja contado duas vezes na média. Campos vazios, letras em valores e separadores de milhar também são recusados, em vez de serem interpretados silenciosamente.
Depois de alterar a base, o resultado anterior deixa de estar disponível para exportação até um novo cálculo. A memória CSV inclui a convenção, os indicadores e as linhas utilizadas. Isso permite refazer a conta em uma planilha e comparar o resultado sem depender da aparência da tela.
Levar a análise para um caso concreto
A perícia financeira em churning pode reunir notas de negociação, extratos, posições patrimoniais e registros de ordens. O assistente técnico contábil pode examinar se a base e a convenção utilizadas em um laudo são coerentes com os documentos.
Para solicitar avaliação à Costa Nova Associados, informe o período, os produtos negociados e a origem da dúvida. Os resultados deste laboratório são auxiliares de conferência, não uma estimativa automática de indenização ou uma conclusão sobre conduta irregular.
Fonte para o enquadramento da análise
CVM, Ofício Circular SMI 5/2019, orientação sobre operações com custos excessivos. As fórmulas e a base didática desta ferramenta estão explicitadas nesta página e não representam um limiar regulatório de caracterização de churning.
