Uma DFC pode fechar no mesmo aumento de caixa mesmo quando recebimentos e pagamentos foram compensados indevidamente. Este laboratório mostra por que a permissão de apresentação líquida deve ser testada por conjunto de fluxos, sem se estender automaticamente a todos os empréstimos.
A base fictícia contém somente principal recebido e pago em dinheiro. Não há juros, variação cambial, arrendamento, transação sem caixa ou saldo bancário a descoberto. Os empréstimos são passivos de financiamento, não componentes dos equivalentes de caixa. Os valores da tabela estão em reais.
Três conjuntos com condições diferentes
| Conjunto | Recebimentos | Pagamentos | Prazo original | Condições documentadas |
|---|---|---|---|---|
| A | 1.000.000 | 950.000 | 60 dias | Giro rápido e montantes expressivos |
| B | 200.000 | 180.000 | 12 meses | Não atende ao conjunto de condições |
| C | 100.000 | 40.000 | 36 meses | Financiamento de longo prazo |
Em A, o volume corresponde a contratações e liquidações sucessivas de operações de 60 dias, expressivas para a entidade. O vencimento foi contado desde cada contratação, não pelo prazo que faltava na data do balanço. As evidências de giro, magnitude e prazo são premissas fornecidas. O programa não cria um limite monetário normativo.
Os itens 21, 22(b) e 23A(c) do CPC 03 sustentam a possibilidade de apresentação líquida em condições específicas. A hipótese adota essa possibilidade somente para A. B e C continuam com seus recebimentos e pagamentos separados.
A apresentação não muda os movimentos de caixa
O conjunto A aparece como entrada líquida de R$ 50.000. Somando as entradas brutas de B e C, as linhas positivas totalizam R$ 350.000. As linhas de pagamentos preservadas somam R$ 220.000. O fluxo líquido de financiamento é R$ 130.000.
Pelo razão integral, entram R$ 1.300.000 e saem R$ 1.170.000, também resultando em R$ 130.000. Um caixa inicial de R$ 100.000 chega a R$ 230.000. A redução de R$ 950.000 em cada lado da apresentação decorre exclusivamente da compensação permitida em A.
O erro que o saldo final não revela
Compensar todos os conjuntos deixaria somente R$ 130.000 positivos e nenhum pagamento. O caixa ainda fecharia, mas os recebimentos e pagamentos apresentados ficariam R$ 220.000 abaixo da apresentação sustentada pelas premissas.
Os arquivos preservam condições, movimentos, apresentação e dois contrastes. O teste também retira a evidência de giro rápido de A e exige retorno à apresentação bruta nessa variante. O perito contábil deve conferir contratos e liquidações efetivas antes de escolher a apresentação, sem confundir autorização de compensação com conciliação bancária.
