A média ponderada dos cenários não é, por si só, um fluxo sem risco. Este laboratório separa três elementos: probabilidade de recebimento, ajuste pelo risco e valor do dinheiro no tempo. A distinção evita descontar duas vezes a mesma incerteza no teste de recuperabilidade.
Premissas inteiramente fictícias
Um ativo com entradas independentes tem saldo de R$ 115.000 e gera um único fluxo líquido ao final de um ano. O cenário favorável prevê R$ 150.000 com probabilidade de 60%; o outro prevê R$ 100.000 com probabilidade de 40%. O fluxo esperado é de R$ 130.000.
Uma avaliação especializada, fornecida como premissa, estima ajuste de risco de R$ 10.000 nesse fluxo. O equivalente certo é, portanto, R$ 120.000. A taxa temporal compatível é de 20%. Alternativamente, a taxa ajustada ao mesmo risco para descontar o fluxo esperado é de 30%. Essa correspondência foi calibrada para este único período, não é fórmula universal para adicionar dez pontos a qualquer taxa.
Onde o risco já está refletido
| Combinação | Valor em uso em reais |
|---|---|
| Fluxo esperado de 130.000 e taxa de 30% | 100.000 |
| Equivalente certo de 120.000 e taxa de 20% | 100.000 |
| Equivalente certo e taxa que repete o risco | 92.307,69 |
| Fluxo esperado e taxa que omite o risco | 108.333,33 |
O valor justo líquido de alienação é de R$ 95.000. Nas duas bases coerentes, o recuperável é R$ 100.000 e a perda é R$ 15.000. Duplicar o risco reduziria o recuperável ao piso de R$ 95.000 e aumentaria a perda para R$ 20.000. Omitir o ajuste produziria perda de apenas R$ 6.666,67.
Não há mudança de moeda, inflação entre bases, financiamento ou tributos nos fluxos. As probabilidades não foram extraídas de uma empresa real. O programa confere pesos, calibração e contrastes; não estima prêmio de risco.
O CPC 01, itens A15 a A18 delimita a não duplicação. A composição documentada de fluxo e taxa integra o exame do perito contábil.
