Na morte de sócio, a perícia contábil deve delimitar o que integra os haveres societários e o que corresponde a créditos próprios do sócio anteriores ao óbito. O perito contábil precisa identificar data de resolução, percentual de participação e posição patrimonial compatível com o critério reconhecido.
Evitar dupla contagem patrimonial
Se a sociedade possui patrimônio ajustado de R$ 3 milhões e o sócio detinha 30%, a participação econômica de referência é R$ 900.000,00. Somar novamente os ativos sociais como bens do espólio duplicaria a mesma riqueza. Créditos autônomos, como mútuos comprovados ao sócio, devem ser avaliados separadamente.
O assistente técnico contábil deve demonstrar nos cálculos judiciais patrimônio, participação, créditos autônomos e pagamentos posteriores, mantendo o corte temporal aplicável.
