Autoria editorial: Vinícius Costa
Auditorias complexas podem utilizar o trabalho da auditoria interna e de especialistas em valuation, atuária, tecnologia, tributos ou engenharia. Esse uso pode aumentar eficiência e qualidade, mas não transfere a responsabilidade do auditor independente pela opinião.
Auditoria interna
O auditor independente considera posição organizacional, objetividade, competência e abordagem sistemática da função. Quanto maior o julgamento e o risco, menor a possibilidade de utilizar diretamente seu trabalho.
O que deve ser avaliado?
- reporte ao conselho ou comitê;
- ausência de responsabilidades operacionais;
- qualificação e experiência;
- metodologia e qualidade;
- planejamento baseado em riscos;
- documentação e supervisão;
- resultado de trabalhos anteriores;
- restrições impostas pela administração.
Uso do trabalho versus assistência direta
Utilizar relatórios já executados é diferente de solicitar que auditores internos realizem procedimentos sob direção do independente. Regras e limitações aplicáveis devem ser observadas, especialmente em áreas de julgamento e risco significativo.
Especialista da administração
A empresa pode usar atuário, avaliador ou engenheiro para preparar estimativa. O auditor avalia competência, capacidade, objetividade, método, premissas e dados desse especialista como parte da evidência.
Especialista do auditor
Quando a equipe não possui conhecimento suficiente, o auditor contrata ou envolve especialista próprio. Deve definir escopo, comunicação, responsabilidades e avaliar a adequação do trabalho.
| Área | Questão | Especialidade |
|---|---|---|
| Impairment | Fluxo e taxa | Valuation |
| Benefícios | Premissas biométricas | Atuária |
| Obra | Medição e condição | Engenharia |
| Sistemas | Controles e dados | TI |
Competência, capacidade e objetividade
Certificação é relevante, mas não suficiente. O auditor considera experiência no objeto, recursos, reputação, conflitos, relacionamento com a entidade e forma de remuneração.
Método, premissas e dados
O especialista pode dominar a técnica, mas o trabalho pode usar dados incompletos ou premissas incompatíveis. O auditor precisa compreender o suficiente para avaliar coerência e implicações contábeis.
Responsabilidade pela opinião
O relatório de auditoria normalmente não faz referência ao especialista como forma de dividir responsabilidade. O auditor integra suas conclusões ao conjunto de evidências.
Como a empresa deve se preparar?
- formalizar escopo do especialista;
- preservar dados e versões;
- documentar premissas;
- declarar conflitos;
- permitir comunicação com auditor;
- reconciliar valores às demonstrações;
- responder divergências;
- manter governança sobre a conclusão.
Erros recorrentes
- confiar em título profissional sem avaliar trabalho;
- usar auditoria interna em área de alta subjetividade sem cautela;
- não testar dados fornecidos;
- não documentar escopo;
- presumir independência do especialista;
- aceitar relatório sem sensibilidade;
- não reconciliar a conclusão;
- delegar julgamento contábil.
Perguntas frequentes
Auditoria interna pode substituir a independente?
Não. Possuem posições e objetivos diferentes, embora o trabalho interno possa ser utilizado sob critérios.
O auditor precisa entender o modelo do especialista?
Precisa compreender o suficiente para avaliar adequação, premissas, dados e conclusão.
Especialista assume parte da opinião?
Não. A responsabilidade pela opinião permanece com o auditor independente.
Fontes técnicas
Conteúdo informativo. A extensão da avaliação depende do risco e da relevância do trabalho utilizado.
