Comparar uma controladora com sua controlada exige bases compatíveis. Uma relação de troca perde significado quando mistura datas de avaliação, classes de ações ou critérios patrimoniais sem explicar essas diferenças.
Como organizar a conferência
Reúna protocolo, justificativa, laudos e composição acionária. Identifique o patrimônio considerado em cada companhia e a quantidade de ações correspondente. Confira o tratamento da participação da controladora na controlada para evitar circularidade ou dupla contagem. Apresente separadamente a relação proposta e a comparação exigida no enquadramento aplicável do art. 264. Ajustes de mercado e critérios aceitos pela CVM precisam de suporte próprio.
Exemplo de análise
Em uma comparação hipotética, valores unitários compatíveis de R$ 20 para a controladora e R$ 12 para a controlada produzem razão de 0,6 ação por ação. Uma proposta de 0,5 gera diferença de 0,1. A conta ilustra a comparação; não define isoladamente o direito de cada acionista.
Documentos e pontos de controle
| Ponto | O que conferir |
|---|---|
| Datas e critérios | Mesma referência para os patrimônios comparados |
| Quantidade de ações | Espécies, classes e direitos considerados |
| Relações de troca | Proposta e parâmetro de comparação em colunas distintas |
O parecer deve mostrar de onde vem cada valor unitário e qual premissa explica a divergência. A avaliação contábil subsidia a análise da operação, sem substituir as condições societárias e regulatórias aplicáveis.
Referência: Lei das Sociedades por Ações, art. 264. Texto oficial consultado em 14/09/2026.
Para conferir os documentos e a memória do seu caso, conheça a perícia contábil da Costa Nova.

