Pular para o conteúdo

Financiamento DIP: como comprovar recursos efetivamente entregues

Mesa de trabalho com livro contábil, calculadora, lupa, balança e tribunal ao fundo, representando perícia contábil e cálculos judiciais.

O limite contratado de um financiamento não equivale ao montante desembolsado. Na recuperação judicial, essa distinção é essencial para conferir saldo, garantias e os efeitos previstos para determinadas mudanças do procedimento.

Como organizar a conferência

Reúna autorização judicial, contrato, condições de liberação e extratos. Identifique cada parcela entregue ao devedor e a data, separando promessa, disponibilidade condicionada e desembolso efetivo. Os arts. 69-A a 69-F disciplinam o financiamento; o art. 69-D trata da convolação em falência antes da liberação integral. Encargos e amortizações devem ser demonstrados em linhas próprias.

Exemplo de análise

Exemplo hipotético: o contrato prevê R$ 2 milhões, mas apenas R$ 800.000 foram entregues antes do evento relevante. A memória mantém R$ 800.000 desembolsados e R$ 1,2 milhão não liberados. Registrar o limite total como se fosse dinheiro recebido distorceria a análise legal e financeira.

Documentos e pontos de controle

PontoO que conferir
AutorizaçãoCondições e garantias aprovadas
DesembolsoValor, data e recebimento comprovado
SaldoEncargos, amortizações e limite não utilizado

O relatório deve reconstruir o fluxo até a data de corte e relacioná-lo às decisões. Preferência e garantia precisam ser examinadas sob o enquadramento aplicável, sem presumir proteção sobre valores nunca entregues.

Referência: Lei de Recuperação Judicial e Falência, arts. 69-A a 69-F. Texto oficial consultado em 14/09/2026.

Para conferir os documentos e a memória do seu caso, conheça a assistência técnica contábil da Costa Nova.

Este conteúdo se relaciona ao seu processo?

Uma análise técnica precisa considerar as decisões, datas, documentos e particularidades do caso concreto.

Falar pelo WhatsApp