UPFM de Alta Floresta/MT: R$ 42,72 em 2024. Este guia registra a evidência oficial consultada, demonstra a conversão de unidades em reais e organiza os cuidados necessários para uma memória de cálculo verificável. Este é um registro histórico de 2024. Ele não deve ser transportado para 2026 sem novo ato oficial do Município.
Resposta direta
O valor localizado para a UPFM de Alta Floresta/MT é de R$ 42,72 no exercício de 2024. A referência é Decreto Municipal nº 019/2024, cujo fundamento informado é valor aplicado ao calendário do IPTU de 2024. A unidade municipal funciona como parâmetro de conversão quando uma lei, decreto, edital, auto, tabela ou contrato local expressa determinada obrigação em número de unidades. Ela não substitui a leitura do documento que criou a obrigação.
Como um assistente técnico pode reproduzir o cálculo de forma independente?
O ponto técnico desta análise é a reprodutibilidade da memória. O procedimento seguro começa com quatro campos separados: quantidade de unidades, espécie da unidade, exercício aplicável e valor unitário. Só depois se efetua a multiplicação. Essa sequência reduz o risco de entregar apenas o total, sem fórmula, parâmetros e evidências. Em Perícia Contábil e Perícia Tributária, a conclusão precisa revelar não apenas quanto foi apurado, mas por que aquele parâmetro temporal e normativo foi escolhido.
Demonstração própria com a UPFM
Considere, exclusivamente para fins didáticos, três rubricas documentadas em 9 UPFM, 15 UPFM e 1,25 UPFM. Aplicando o valor oficial de R$ 42,72, sem atribuir essas quantidades a qualquer contribuinte real, obtém-se:
- 9 × R$ 42,72 = R$ 384,48;
- 15 × R$ 42,72 = R$ 640,80;
- 1,25 × R$ 42,72 = R$ 53,40;
- total demonstrativo: R$ 384,48 + R$ 640,80 + R$ 53,40 = R$ 1.078,68.
A memória conserva o valor unitário com as casas divulgadas pela fonte e arredonda cada resultado monetário para centavos. Se o ato específico determinar outra regra de arredondamento, ela prevalece e deve ser citada. O exemplo não presume incidência, multa, juros ou quantidade de unidades: todos esses elementos dependem do título, da norma e do período efetivamente discutidos.
Procedimento de conferência documental
- Identificar no documento-base a quantidade e a sigla exata da unidade.
- Fixar a data do fato, do vencimento ou da competência conforme a regra aplicável.
- Relacionar essa data ao exercício e à vigência do ato municipal.
- Guardar cópia ou identificação estável da fonte oficial, inclusive número do ato quando disponível.
- Converter unidades em reais em coluna separada, preservando a precisão original.
- Reconciliar subtotais, total geral e eventuais arredondamentos.
- Submeter juros, multa e correção posterior a testes próprios, sem confundi-los com a conversão da UPFM.
Esse roteiro permite ao Perito Contábil e ao Assistente Técnico Contábil distinguir erro aritmético, divergência documental e controvérsia jurídica. O cálculo pode estar matematicamente correto e, ainda assim, usar exercício inadequado; também pode empregar a unidade certa, mas somar quantidades que não foram provadas. A Perícia Judicial deve deixar cada uma dessas camadas visível ao juízo e às partes.
Limites da informação publicada
A fonte confirma o valor e o exercício aqui registrados. Ela não autoriza afirmar que toda obrigação municipal seja calculada por UPFM. Antes de usar o parâmetro em Cálculos Judiciais, é necessário examinar a norma material, o auto de lançamento, o contrato ou a decisão que definiu a quantidade. Também se deve verificar retificação, revogação, modulação de efeitos ou ato posterior. Como o dado é histórico, o rótulo do exercício deve acompanhar todas as planilhas e anexos para evitar aparência de vigência atual.
Aplicação em perícia tributária e perícia cível
Na Perícia Tributária, unidades municipais podem aparecer em taxas, penalidades, preços públicos ou limites previstos na legislação local. A análise deve separar tributos municipais de ICMS estadual e de tributos federais, porque a existência de uma unidade municipal não altera competências constitucionais. Na Perícia Cível, a mesma técnica de rastreabilidade é útil quando contratos, editais ou decisões remetem a parâmetros locais. Em ambos os campos, a Costa Nova estrutura a memória com premissas, fonte, fórmula, conferência independente e resposta objetiva aos quesitos.
Matriz de evidência e teste de sensibilidade
A documentação do cálculo pode ser organizada em uma matriz simples: na primeira coluna, a referência ao documento que contém a quantidade; na segunda, a competência; na terceira, a identificação de Decreto Municipal nº 019/2024; na quarta, o valor unitário de R$ 42,72; e, na quinta, a conversão monetária. Para Alta Floresta, essa estrutura é especialmente útil porque impede que a fonte do valor unitário seja confundida com a fonte da própria obrigação. O ato municipal prova o parâmetro; o título examinado deve provar por que e em que quantidade ele incide no caso concreto.
Um teste de sensibilidade ajuda a localizar diferenças. Com 32 UPFM, o subtotal demonstrativo é R$ 1.367,04. Se a planilha registrar 33 unidades, o resultado passa a R$ 1.409,76. A variação é exatamente R$ 42,72, isto é, uma UPFM. Assim, quando a divergência entre duas memórias coincide com o valor unitário ou com um múltiplo inteiro dele, o revisor deve investigar quantidade duplicada, linha omitida ou referência copiada para a competência errada. Essa observação não substitui a prova, mas direciona a conferência.
Também convém guardar o valor bruto calculado antes da apresentação em reais. Unidades com quatro casas decimais podem gerar diferenças de centavos quando cada linha é arredondada antecipadamente. O parecer deve informar se o arredondamento ocorreu por rubrica ou somente ao final, reproduzir a alternativa relevante e quantificar o impacto. Quando não houver regra expressa, a escolha metodológica precisa ser uniforme e transparente; não se corrige uma diferença alterando o critério apenas nas linhas desfavoráveis.
Checklist para o laudo ou parecer
- sigla e denominação da unidade conferidas;
- valor de R$ 42,72 vinculado ao exercício 2024;
- ato e endereço oficial registrados;
- quantidade extraída do documento-base, sem inferência;
- fórmula visível e resultado reproduzível;
- arredondamento e eventual cenário alternativo explicados;
- conclusão limitada ao que os documentos efetivamente sustentam.
Fonte primária e data de consulta
Fonte oficial: Decreto Municipal nº 019/2024, consultada em 11 de setembro de 2026. Para contexto metodológico, veja também o diretório de índices municipais, a área de Perícia Tributária e a página de Cálculos Cíveis.
Síntese técnica
Para Alta Floresta/MT, a evidência examinada registra UPFM de R$ 42,72 em 2024. A conversão correta depende da quantidade comprovada, da data-base e da vigência do ato. Um laudo ou parecer confiável deve tornar reproduzíveis essas escolhas, indicar as limitações e permitir que outra pessoa refaça as contas sem depender de fórmulas ocultas. Se houver divergência entre documentos, a solução não é escolher silenciosamente um número, mas apresentar cenários e apontar qual premissa altera o resultado.
