Costa Nova · Biblioteca técnica
Cadernos para conferir documentos, reconstruir cálculos e explicar diferenças com dados que o leitor pode reproduzir. Cada tema reúne um procedimento de trabalho, uma demonstração numérica, os documentos necessários e um estudo de aplicação com outro conjunto de dados.
Como os cadernos se relacionam com a perícia
Na perícia contábil, um total precisa estar ligado aos documentos e ao critério que o produziu. Os cadernos demonstram essa ligação em situações delimitadas. O perito contábil pode utilizar os procedimentos para organizar testes. O assistente técnico contábil pode empregá-los para formular perguntas e examinar uma memória recebida, ajustando o roteiro ao objeto do trabalho.
As páginas de serviços apresentam o escopo da atuação da Costa Nova. Estes materiais aprofundam a execução de conferências específicas. A assistência técnica contábil exige avaliar o caso completo, inclusive documentos contrários à hipótese inicial. Nenhum exemplo autoriza selecionar somente os registros favoráveis a uma conclusão.
Exemplo hipotético criado para ensino do método. Valores, documentos e taxas demonstrativos não representam cliente, processo, resultado obtido ou índice oficial. A aplicação a um caso depende dos documentos e critérios próprios.
Tributos e documentos fiscais
Caderno 1
Confronto de documentos fiscais por chave: roteiro e dados demonstrativos
Uma diferença entre o total de documentos fiscais e uma planilha de fiscalização pode nascer do próprio cruzamento de arquivos. Se uma nota possui dois itens na primeira base e três registros na segunda, a junção indiscriminada produz seis linhas. O roteiro permite ao perito contábil identificar esse efeito antes de interpretar a diferença como omissão de operação ou insuficiência de recolhimento.
Caderno 2
Saldo credor de ICMS: quadro de continuidade entre períodos
A continuidade de um saldo credor exige mais do que repetir o número do mês anterior. Retificações, estornos e utilizações podem alterar o transporte. Esta página apresenta um quadro de conferência para relacionar cada movimento ao período e à versão da escrituração, preservando o histórico da apuração.
Caderno 3
PIS/COFINS: matriz de despesas diretas e compartilhadas
Antes de calcular um crédito de PIS/COFINS, é necessário conhecer o conjunto de gastos examinado e o modo de vinculação às atividades. Uma despesa identificada diretamente não deve reaparecer no grupo compartilhado. A matriz abaixo organiza essa primeira conferência, sem presumir que a classificação contábil assegure direito ao crédito.
Caderno 4
Importação: matriz de moedas, despesas e conversões
Na análise de uma importação, documentos comerciais, declarações aduaneiras, comprovantes de câmbio e despesas locais podem apresentar moedas e datas diferentes. Uma coluna única chamada valor mistura informações que não são diretamente somáveis. O roteiro organiza cada componente antes da aplicação de critérios tributários ou da apuração de diferenças.
Caderno 5
Operações fiscais: matriz de classificação e exceções documentais
Um agrupamento por código fiscal organiza registros, mas não substitui o exame da operação. Códigos podem ter sido importados incorretamente ou representar movimentos que não correspondem ao objeto do lançamento. A matriz proposta permite separar classificação recebida, evidência documental e tratamento adotado no cálculo.
Caderno 6
Estoque na perícia tributária: conversão de unidades e reconciliação
Um estoque aparentemente negativo pode resultar da comparação entre caixas compradas e unidades vendidas. A perícia contábil precisa reconstruir a movimentação em uma unidade consistente antes de interpretar a diferença. O roteiro mostra como tratar conversões, alterações de embalagem e evidências do saldo físico.
Caderno 7
Cancelamento e reemissão: quadro de vínculos entre documentos fiscais
Cancelamento, reemissão e devolução representam eventos diferentes. Uma planilha que apenas subtrai todo documento com referência a outro pode eliminar operações válidas. O quadro de vínculos identifica o documento de origem, o evento e o documento posterior, mantendo a história da operação disponível para conferência.
Caderno 8
Guias e pagamentos: matriz de vinculação por obrigação
O valor de uma guia pode coincidir com uma obrigação sem demonstrar sua quitação. Identificação do contribuinte, código, competência, referência e efetiva liquidação precisam ser conferidos. A matriz organiza pagamentos que atendem várias obrigações e obrigações que recebem mais de um pagamento.
Caderno 9
Multa fiscal: conferência da memória por operação
Uma memória de multa precisa permitir identificar a base e o critério usados em cada linha. Somar bases de naturezas diferentes e aplicar um único percentual pode ocultar operações excluídas, percentuais distintos ou limites. O roteiro organiza a conferência quantitativa antes de qualquer conclusão sobre validade ou exigibilidade.
Caderno 10
Valor de documento fiscal: reconciliação por componentes
O total de uma nota, o valor de mercadorias e a base de um tributo podem ser números diferentes. A conciliação por componentes demonstra como se chega a cada total e impede a comparação de grandezas incompatíveis. A igualdade esperada deve ser definida antes de apontar uma divergência.
Cálculos cíveis e financeiros
Caderno 11
Pagamento parcial: memória de atualização por eventos
Um pagamento realizado antes da data final pode modificar a base que continua sendo atualizada. Subtraí-lo apenas ao término da conta pode aplicar um fator posterior sobre quantia já abatida, conforme os critérios do caso. A memória por eventos torna visíveis a data, o saldo anterior e o saldo remanescente.
Caderno 12
Juros por intervalos: conferência de dias e sobreposições
Dividir uma conta em intervalos facilita a aplicação de eventos, mas pode repetir os dias de fronteira. O roteiro permite verificar continuidade e sobreposição antes de aplicar taxas. A convenção de contagem precisa estar definida e ser mantida ao longo da memória.
Caderno 13
Depósito judicial: quadro de conta, rendimento e levantamentos
A conta judicial possui sua própria movimentação: depósitos, rendimentos, levantamentos e eventuais ajustes. O saldo dessa conta não equivale automaticamente ao saldo da obrigação discutida. A separação permite conferir o dinheiro efetivamente disponível e, depois, aplicar o tratamento definido para cada evento no cálculo do débito.
Caderno 14
Honorários: quadro de composição da base de cálculo
A aplicação de um percentual é simples quando a base está definida. A dificuldade costuma estar na composição: quais parcelas integram a medida estabelecida e em que data devem ser consideradas. O quadro organiza esse exame sem presumir uma base ou um percentual universal para honorários.
Caderno 15
Parcelas e vencimentos: quadro por data de referência
O valor total de um contrato não informa quais parcelas pertencem ao recorte temporal do cálculo. O quadro por vencimento separa parcelas anteriores e posteriores à data de referência, mantendo carência, renegociação e outros eventos visíveis. A análise cronológica precede a conclusão sobre exigibilidade.
Caderno 16
Prestação de contas: movimentos externos e transferências próprias
Transferir dinheiro entre contas da mesma entidade altera a localização dos recursos, mas não representa, por si, entrada externa ou gasto com terceiro. A prestação de contas precisa mostrar os saldos por conta e o conjunto consolidado. Eliminar apenas um lado da transferência rompe a reconciliação.
Caderno 17
Aluguéis: memória de reajuste por competência
O reajuste de uma obrigação periódica precisa ser associado à competência em que passa a produzir efeito. Aplicar o novo valor a toda a série altera períodos anteriores. A memória por competência mantém valor original, marco do reajuste e pagamentos em colunas distintas.
Caderno 18
Renegociação: quadro de vínculo com as parcelas originais
Um acordo pode reorganizar parcelas já existentes. Quando o cronograma original e o renegociado entram juntos na memória, o mesmo saldo pode reaparecer. O quadro de vínculo mostra o que foi consolidado, quais ajustes ocorreram e como o novo conjunto se relaciona com a origem.
Caderno 19
Lucros cessantes: quadro de margem e custos evitados
Receita que deixou de ocorrer e resultado econômico que deixou de ser obtido são medidas diferentes. A comparação precisa considerar os custos associados e verificar quais gastos foram efetivamente evitados. O quadro organiza essa análise quantitativa sem presumir a existência de dano indenizável.
Caderno 20
Participação societária: conferência de percentual e data
O percentual de participação depende do conjunto de quotas ou ações considerado e da data examinada. Usar um quadro societário posterior pode alterar a proporção aplicada à base de avaliação. O roteiro organiza quantidade, denominador, direitos e marcos sem presumir que a participação econômica sempre coincida com a participação nominal.
Métodos de conferência e índices
Caderno 21
Amostra documental: cobertura por quantidade e por valor
Examinar poucos documentos de alto valor pode alcançar grande parcela do total monetário e pequena parcela da quantidade. Essas duas medidas precisam ser apresentadas separadamente. Cobertura não equivale a precisão estatística, e a seleção dirigida não autoriza extrapolar resultados para todo o universo sem método adequado.
Caderno 22
Rateio e centavos: quadro de fechamento da distribuição
Um rateio pode produzir frações menores que um centavo. Arredondar cada parcela e somá-las pode deixar um resíduo, mesmo quando os pesos totalizam 100%. O quadro mostra como identificar esse efeito e documentar sua distribuição, sem ocultar ajustes manuais.
Caderno 23
Versões de memória de cálculo: comparação por documento
Duas versões de uma planilha podem chegar ao mesmo total com composições diferentes. A comparação por documento identifica inclusões, exclusões e alterações de valor, preservando o vínculo entre a versão e a conclusão. A diferença líquida deve ser acompanhada dos movimentos que a formam.
Caderno 24
Saldos em datas diferentes: quadro de movimentos entre referências
Comparar dois saldos sem conferir suas datas pode produzir uma divergência aparente. Pagamentos, novos lançamentos e atualizações entre as referências explicam parte ou toda a diferença. O quadro de movimentos reconstrói essa passagem e mantém eventuais diferenças residuais identificadas.
Caderno 25
Série em base 100: fator acumulado e mudança de base
Uma série em base 100 representa níveis de um indicador. Para calcular a variação entre duas referências, compare seus níveis por divisão. A simples diferença entre os números da série não é, em geral, o percentual acumulado do intervalo.
Caderno 26
Unidade fiscal municipal: valor, exercício e vigência na memória de cálculo
Converter uma quantidade de unidades fiscais em reais exige identificar a unidade exata e seu valor na referência aplicável. A sigla, isoladamente, não informa o exercício, a vigência, a regra de atualização nem os tributos ou encargos aos quais a unidade se aplica.
Caderno 27
Percentual, fração decimal e pontos percentuais na conferência de taxas
Uma taxa de 2% corresponde à fração decimal 0,02. Já uma diferença de dois pontos percentuais representa a subtração entre duas taxas expressas em percentual. Confundir essas formas de representação pode alterar a conta sem mudar o valor aparente mostrado na planilha.
Caderno 28
Taxa média ponderada: bases diferentes não têm o mesmo peso
A média simples das taxas só reproduz o resultado total quando os pesos pertinentes são iguais. Para reconciliar encargos calculados sobre bases diferentes, a taxa média precisa considerar quanto cada base contribui para o conjunto e qual período cada taxa representa.
Caderno 29
Rateio de frete por peso e valor: reconciliação por item
Um frete comum pode ser distribuído entre itens por critérios diferentes. Peso e valor da mercadoria não são equivalentes. A conferência precisa demonstrar o critério adotado, os dados de cada item e o fechamento da soma, sem confundir o rateio contábil com uma decisão sobre base tributável.
Caderno 30
Alteração simultânea de base e taxa: decomposição sem dupla contagem
Quando base e taxa mudam ao mesmo tempo, seus efeitos interagem. Calcular cada mudança isoladamente sobre a situação original e somar os resultados pode não reproduzir a diferença total. Uma decomposição sequencial torna explícita essa interação.
Uma sequência de uso em quatro etapas
- Identifique a pergunta que precisa ser respondida. Escolha um caderno pela divergência ou pelo conjunto documental, sem presumir que todo o caso cabe em um único roteiro.
- Confira as premissas do exemplo. Taxas, fatores, percentuais e datas são didáticos, salvo indicação expressa de fonte oficial. Substituí-los exige registrar o critério adotado.
- Reproduza a conta e examine as exceções. A coincidência de totais é apenas um dos controles. Identificadores, períodos, unidades e documentos também precisam corresponder.
- Relacione o resultado aos limites do exame. Diferencie valor demonstrado, hipótese comparativa e parcela ainda sem suporte. Uma diferença aritmética não determina automaticamente uma conclusão jurídica.
Dados demonstrativos e leitura no celular
Baixar a planilha de dados dos 60 materiais (XLSX, 54 KB). Comece pela aba Índice para localizar as tabelas nas abas Cadernos e Estudos. As células contêm transcrições dos exemplos e não recalculam os resultados após alterações.
As tabelas podem ser deslocadas horizontalmente quando ultrapassarem a largura disponível. Os números continuam associados aos cabeçalhos e às referências do exemplo. O texto e a navegação permanecem na largura da tela. Os dados podem ser copiados para uma planilha a partir das tabelas ou da planilha de apoio.
Fontes e critérios de aplicação
As operações matemáticas e os dados hipotéticos foram elaborados para estes estudos. As referências normativas abaixo orientam a consulta ao contexto do trabalho e não transformam os exemplos em cálculos prontos para um processo.
- Código de Processo Civil: consulte especialmente os arts. 473 e 524 sobre a demonstração técnica e a discriminação de componentes do cálculo.
- Receita Federal: auto de infração e notificação de lançamento, com acesso às orientações procedimentais oficiais.
Índices municipais exigem norma local, exercício, unidade, valor e vigência confirmados. Uma unidade fiscal usada num exemplo hipotético não pode ser apresentada como valor de Tubarão ou de qualquer outro município. Os cadernos metodológicos mantêm essa distinção explícita.
Serviços relacionados
Escolha o roteiro conforme o problema
Os links abaixo indicam o objeto ou o procedimento desenvolvido em cada roteiro. Escolha conforme os registros e a divergência que precisa examinar.
- Estoque na perícia tributária: conversão de unidades e reconciliação — Em estoque: conversão de unidades, a página deve ligar cada afirmação a uma fonte, registrar a competência e mostrar como o evento modifica a memória.
- Guias e pagamentos: matriz de vinculação por obrigação — A obrigação O2 está parcialmente atendida e O3 permanece sem pagamento vinculado.
Guias deste núcleo
Assuntos de Cadernos práticos de perícia contábil e cálculos judiciais, em ordem alfabética. Abra o título correspondente ao problema ou ao documento que precisa examinar.
Exibindo 1–30 de 30 conteúdos. Grupo 1 de 1.
- Alteração simultânea de base e taxa: decomposição sem dupla contagem
- Aluguéis: memória de reajuste por competência
- Amostra documental: cobertura por quantidade e por valor
- Cancelamento e reemissão: quadro de vínculos entre documentos fiscais
- Confronto de documentos fiscais por chave: roteiro e dados demonstrativos
- Depósito judicial: quadro de conta, rendimento e levantamentos
- Estoque na perícia tributária: conversão de unidades e reconciliação
- Guias e pagamentos: matriz de vinculação por obrigação
- Honorários: quadro de composição da base de cálculo
- Importação: matriz de moedas, despesas e conversões
- Juros por intervalos: conferência de dias e sobreposições
- Lucros cessantes: quadro de margem e custos evitados
- Multa fiscal: conferência da memória por operação
- Operações fiscais: matriz de classificação e exceções documentais
- Pagamento parcial: memória de atualização por eventos
- Parcelas e vencimentos: quadro por data de referência
- Participação societária: conferência de percentual e data
- Percentual, fração decimal e pontos percentuais na conferência de taxas
- PIS/COFINS: matriz de despesas diretas e compartilhadas
- Prestação de contas: movimentos externos e transferências próprias
- Rateio de frete por peso e valor: reconciliação por item
- Rateio e centavos: quadro de fechamento da distribuição
- Renegociação: quadro de vínculo com as parcelas originais
- Saldo credor de ICMS: quadro de continuidade entre períodos
- Saldos em datas diferentes: quadro de movimentos entre referências
- Série em base 100: fator acumulado e mudança de base
- Taxa média ponderada: bases diferentes não têm o mesmo peso
- Unidade fiscal municipal: valor, exercício e vigência na memória de cálculo
- Valor de documento fiscal: reconciliação por componentes
- Versões de memória de cálculo: comparação por documento
