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Auditoria contábil em Sociedade de Crédito Direto: carteira de crédito e provisão para crédito de liquidação duvidosa

Auditoria contábil da carteira de crédito e da PCLD em Sociedade de Crédito Direto: escopo, etapas e entregas.

Ilustração editorial representando classificação de risco de carteira em Sociedade de Crédito Direto

Uma Sociedade de Crédito Direto empresta usando o próprio capital, sem captar depósitos do público, o que muda o perfil de risco em relação a um banco tradicional mas não reduz a exigência de classificar corretamente cada operação e provisionar de forma consistente. Como o modelo de negócio costuma envolver volume alto de operações de menor valor, um erro sistemático na classificação de risco se multiplica rápido e distorce o resultado antes que alguém perceba pelo balancete.

O que esse trabalho examina

Item examinadoO que é verificado
Modelo de score e ratingSe o modelo usado para classificar risco é aplicado de forma consistente a operações semelhantes
Cálculo da provisãoSe o percentual de provisão por faixa de risco está de acordo com a política interna e a norma vigente
Concentração de carteiraSe há concentração relevante em poucos tomadores que exija tratamento diferenciado na provisão
Baixa e recuperaçãoSe os critérios de baixa para prejuízo e de reconhecimento de recuperação são aplicados de forma consistente

Como o trabalho é organizado

  1. Delimitação. Definição da carteira, do período e do critério de amostragem.
  2. Planejamento. Levantamento do modelo de score, da política de crédito e dos sistemas de apuração.
  3. Exame. Reclassificação independente de uma amostra de operações e recálculo da provisão correspondente.
  4. Discussão dos achados. Apresentação das divergências à administração, com pedido de justificativa.
  5. Relatório. Descrição dos achados, do efeito sobre a provisão e das recomendações de ajuste.

O que a instituição recebe

Um relatório técnico que relaciona cada divergência à operação examinada, ao critério do modelo de score e ao efeito quantificado sobre a provisão, apoiando decisões de ajuste de política de crédito.

Base normativa considerada

As Sociedades de Crédito Direto foram instituídas pela Resolução CMN 4.656/2018. A classificação de risco e a constituição de provisão seguem as regras do CMN aplicáveis à modalidade, e o trabalho de auditoria segue as Normas Brasileiras de Contabilidade de Auditoria Interna (NBC TI) ou de Auditoria Independente (NBC TA), conforme a natureza do exame, confirmando a versão normativa vigente na data-base.

Perguntas frequentes

O modelo de score precisa ser validado por terceiros antes desse exame?
Não é pré-requisito. O exame pode incluir uma leitura crítica do modelo como parte do escopo, se a instituição solicitar.

O trabalho serve para SCD recém-autorizada?
Sim, inclusive é um bom momento para revisar a metodologia antes que o volume de operações cresça.

Precisa desse exame na sua SCD? A Costa Nova Associados examina a classificação de risco e a provisão a partir do modelo interno e da norma vigente na data-base.

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