Exemplo fictício de conciliação bancária. Uma transferência de R$ 30 mil sai da conta A no corte e entra na conta B no dia seguinte. Veja como ligar os extratos sem somar o mesmo movimento duas vezes.
Valores, contas e referências são didáticos. As duas contas pertencem à mesma entidade fictícia; o estudo não representa cliente ou resultado de trabalho da Costa Nova Associados.
As bases e as datas do exercício
Antes da transferência, os extratos mostram R$ 120.000 na conta A e R$ 80.000 na conta B, total de R$ 200.000. O exercício considera uma transferência identificada como T1, de R$ 30.000. O extrato A registra o débito na data D. O crédito correspondente em B é confirmado apenas no extrato de D+1. Nenhuma outra movimentação é considerada.
No celular, deslize a tabela. Pelo teclado, use Tab para focar o quadro e as setas para consultar as colunas.
| Momento | Extrato A | Extrato B | Soma dos extratos | Item T1 a acompanhar |
|---|---|---|---|---|
| Antes de T1 | R$ 120.000 | R$ 80.000 | R$ 200.000 | R$ 0 |
| Data D, depois do débito em A | R$ 90.000 | R$ 80.000 | R$ 170.000 | R$ 30.000, ainda sem crédito confirmado em B. |
| Data D+1, após o crédito de T1 em B | R$ 90.000 | R$ 110.000 | R$ 200.000 | R$ 0, após a correspondência documentada. |
A ponte explica a diferença, mas não muda o extrato
Na data D, os extratos somam R$ 90.000 + R$ 80.000 = R$ 170.000. O item T1 de R$ 30.000 explica a diferença em relação aos R$ 200.000 anteriores. A ponte de conferência é R$ 170.000 + R$ 30.000 = R$ 200.000. Isso não transforma o item pendente em saldo confirmado ou recurso disponível no banco de destino.
O relatório precisa mostrar de onde veio o item, qual é seu estado na data de corte e que documento posterior confirma ou altera a hipótese. Se houver rejeição ou devolução, essa sequência deve ser examinada; não se deve presumir crédito em B apenas porque uma ordem foi emitida.
O risco de somar o mesmo item duas vezes
Suponha que um quadro de conferência reúna os R$ 170.000 dos extratos, mais R$ 30.000 lançados como crédito esperado em B e, novamente, R$ 30.000 em uma lista de transferências em trânsito. A soma resultaria em R$ 230.000. Os dois acréscimos representam o mesmo T1; não são dois recursos diferentes. O excesso aritmético seria de R$ 30.000 em relação à ponte de R$ 200.000.
No celular, deslize a tabela. Pelo teclado, use Tab para focar o quadro e as setas para consultar as colunas.
| Fonte | O que mostra no exercício | Como usar na conferência |
|---|---|---|
| Extrato de A em D | Débito de R$ 30.000 com a referência T1. | Conferir origem, titularidade, valor e data do débito. |
| Controle de transferências em D | T1 pendente de correspondência no destino. | Manter uma única pendência ligada à saída; não criar uma segunda transferência. |
| Registro de crédito esperado em B | Representação de T1 no sistema da empresa. | Verificar se é expectativa ou liquidação; não somar novamente ao item em trânsito. |
| Extrato de B em D+1 | Crédito de R$ 30.000 correspondente a T1. | Conferir os identificadores e registrar a conclusão da correspondência, preservando o corte anterior. |
O que muda quando o crédito aparece em D+1
Depois do crédito confirmado, R$ 90.000 em A + R$ 110.000 em B = R$ 200.000. O item T1 deixa de permanecer na lista de pendências, mas seu histórico e os vínculos devem ser preservados. Somar o crédito do extrato B e manter os mesmos R$ 30.000 como pendência inflaria novamente o quadro.
O exercício não examina depósitos de clientes, receita de vendas, contas de empresas diferentes, restrições contratuais ou conversão de moedas. Também não define um lançamento contábil automático para valores em trânsito. A classificação e a apresentação dependem dos fatos, documentos e critérios aplicáveis ao trabalho.
Roteiro para conferir a transferência
- Identifique a empresa titular, os bancos, as contas, a moeda e a data de corte.
- Relacione a ordem, o débito, o crédito, os identificadores e eventuais retornos ou devoluções.
- Separe registro esperado, operação liquidada e item ainda pendente.
- Use a mesma referência para ligar as representações do movimento nas bases.
- Preserve os dois extratos e a composição das pendências por data.
- Confronte os registros com o razão e documente diferenças e possíveis duplicidades.
- Indique o que foi confirmado e o que ainda depende de suporte.
Enquadramento e limites do quadro
Esta é uma demonstração de conferência documental, não uma demonstração dos fluxos de caixa nem uma opinião sobre demonstrações contábeis. Para consultar o pronunciamento sobre fluxos de caixa, acesse o CPC 03 (R2), no site do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. O enquadramento de um item como caixa ou equivalente não é definido apenas por esta ponte aritmética.
Como contratar a análise
Informe os períodos, a quantidade de contas e empresas, os sistemas, as moedas e as pendências conhecidas. A proposta pode delimitar a conciliação das contas, as transferências a examinar e a forma do relatório. A Costa Nova atende empresas em São Paulo e organiza a análise documental conforme o projeto.
Guias e serviços relacionados
- Auditoria de conciliação bancária: serviço e entregas.
- Transferências entre contas e valores em trânsito: roteiro de conferência.
- Auditoria financeira: saldos e operações incluídos no projeto.
- Como contratar auditoria contábil: finalidade e abrangência do trabalho.
Dúvidas sobre o exemplo
A ponte de R$ 200 mil é o saldo disponível no banco em D?
Não. Na data D, os extratos somam R$ 170 mil. Os R$ 30 mil de T1 são um item de conferência pendente de confirmação no destino.
Um comprovante de ordem equivale a crédito confirmado?
Não necessariamente. O exame deve verificar a efetiva liquidação e os registros do destino, inclusive eventuais rejeições ou devoluções.
O estudo representa um caso real da Costa Nova?
Não. Valores, contas, datas e referências são fictícios, usados para demonstrar os testes e seus limites.
