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Estoque obsoleto em haveres, inventário e sensibilidade do ajuste

Quatro itens de estoque mostram como giro, ofertas e reduções já registradas afetam o ajuste, com cenário de preço para conferência.

Um item está sem saída há 540 dias, mas possui oferta válida para reposição especializada. Outro teve sua aplicação substituída e só encontra comprador por valor muito menor. O tempo sem giro sinaliza onde investigar, mas não fornece sozinho o valor do estoque.

O inventário fictício desta página contém quatro itens e uma redução contábil já registrada. A data de referência é 30 de junho de 2026. O critério fornecido no exercício é a realização líquida dos custos de venda individualizados, sem afirmar que essa seja uma regra universal de apuração de haveres.

Quantidade, custo e redução anterior

Item Quantidade Custo unitário Valor bruto Redução já registrada Saldo líquido
A 100 R$ 100 R$ 10.000 R$ 0 R$ 10.000
B 50 R$ 200 R$ 10.000 R$ 2.000 R$ 8.000
C 40 R$ 150 R$ 6.000 R$ 0 R$ 6.000
D 20 R$ 100 R$ 2.000 R$ 0 R$ 2.000
Total 210 Diversos R$ 28.000 R$ 2.000 R$ 26.000

As quantidades são admitidas como conferidas no laboratório. Numa análise real, diferenças físicas, bens de terceiros e movimentos próximos ao corte precisam ser resolvidos antes da mensuração. Uma alteração na quantidade não deve ser escondida dentro de um desconto de preço.

Evidências específicas dos quatro itens

A possui pedidos e tabela compatíveis com R$ 110 por unidade, com custo de venda de R$ 10. Seu valor líquido de R$ 100 mantém o total de R$ 10.000.

B tem oferta firme para o lote completo a R$ 150 por unidade e custo de venda de R$ 10. O valor líquido é R$ 140, totalizando R$ 7.000. Como o saldo contábil já é R$ 8.000, o ajuste adicional necessário é R$ 1.000.

C é o item obsoleto da base. A proposta sintética para todo o lote é de R$ 40 por unidade, com custo de venda de R$ 10. O líquido de R$ 30 produz R$ 1.200. A redução frente ao saldo de R$ 6.000 é R$ 4.800.

D não teve saída em 540 dias, mas a oferta admitida é R$ 100 por unidade, com custo de venda de R$ 10. O lote vale R$ 1.800 no critério adotado. A falta de giro não justifica reduzir seus R$ 2.000 integralmente a zero.

A memória do ajuste adicional

Item Dias sem saída Valor adotado Redução adicional sobre o saldo líquido
A 30 R$ 10.000 R$ 0
B 240 R$ 7.000 R$ 1.000
C 400 R$ 1.200 R$ 4.800
D 540 R$ 1.800 R$ 200
Total Sem média aplicada R$ 20.000 R$ 6.000

A perda total em relação ao custo bruto é R$ 8.000. Desses, R$ 2.000 já estavam registrados em B. Aplicar novamente R$ 8.000 ao saldo líquido de R$ 26.000 produziria R$ 18.000 e duplicaria a redução anterior.

Sensibilidade concentrada na evidência controvertida

Admita uma segunda proposta para C, a R$ 60 por unidade, mantendo custo de venda de R$ 10. O líquido seria R$ 50, e o lote passaria a R$ 2.000. Os demais itens permanecem com os mesmos valores.

Nesse cenário, o estoque total é R$ 20.800 e o ajuste adicional é R$ 5.200. A mudança de R$ 800 nasce exclusivamente do preço de C. Não é necessário alterar percentuais de toda a carteira para examinar essa sensibilidade.

Com patrimônio anterior ao ajuste adicional de R$ 300.000 e participação hipotética de 30%, o cenário inicial produz base de R$ 294.000 e participação de R$ 88.200. A proposta alternativa leva a R$ 294.800 e participação de R$ 88.440. A diferença individual é R$ 240.

O que uma oferta precisa demonstrar

As ofertas do exercício são premissas construídas. Na aplicação real, seria necessário avaliar quantidade abrangida, prazo, condição dos itens, despesas, possibilidade de execução e relação com a data de referência. Uma negociação isolada não representa automaticamente todo o estoque.

A ITP 01 e as normas de perícia do CFC integram o referencial do exame. O critério de mensuração deve estar definido para o caso, com reconciliação entre custo bruto, redução anterior e valor adotado.

Inventário e evidências para conferência

O pacote apresenta cada item, os dias sem saída, os preços, os custos e a redução anterior. A Costa Nova Associados pode examinar esses componentes na revisão patrimonial. O relatório deve permitir distinguir perda de quantidade, mudança de valor e ajuste que já estava reconhecido na contabilidade.

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