Costa Nova · Caderno 25 · Métodos de conferência
Uma série em base 100 representa níveis de um indicador. Para calcular a variação entre duas referências, compare seus níveis por divisão. A simples diferença entre os números da série não é, em geral, o percentual acumulado do intervalo.
Quando usar este roteiro
Este roteiro serve para conferir a transcrição de uma série e a formação de um fator. Ele não escolhe o índice aplicável a uma obrigação. Antes da conta, a memória deve indicar a série autorizada, as datas de referência e se o critério usa o mês do vencimento, o mês anterior ou outra convenção expressamente definida.
Procedimento de conferência
- Identifique o produtor da série, seu nome, a unidade, a versão e a data de extração. Uma coluna de variação mensal e uma coluna de número-índice exigem operações diferentes.
- Transcreva o nível inicial e o final da mesma série. Confira se houve mudança de base, revisão ou interrupção. Não divida números de séries incompatíveis.
- Calcule nível final dividido pelo inicial. Subtraia um para obter a variação proporcional e multiplique por 100 para apresentá-la em percentual.
- Se o produtor publicar taxas mensais compatíveis, compare o quociente com o produto dos fatores mensais. Preserve as casas decimais disponíveis e documente diferenças de arredondamento.
- Registre separadamente o principal, o fator e o resultado. Se houver pagamento intermediário, divida o cálculo em eventos, conforme o critério aplicável.
Demonstração reproduzível
Exemplo hipotético criado para ensino do método. Valores, documentos e taxas demonstrativos não representam cliente, processo, resultado obtido ou índice oficial. A aplicação a um caso depende dos documentos e critérios próprios.
| Referência didática | Nível da série | Variação sobre a referência anterior |
|---|---|---|
| T0 | 100,0000 | Origem |
| T1 | 102,0000 | 2,00% |
| T2 | 105,0600 | 3,00% |
Fator T0–T2 = 105,06 ÷ 100 = 1,0506. R$ 10.000,00 × 1,0506 = R$ 10.506,00.
A soma das taxas mensais seria 5%, enquanto a variação acumulada é 5,06%. A diferença de R$ 6,00 decorre da composição dos fatores: 1,02 × 1,03. Entre T1 e T2, a variação é 105,06 ÷ 102 − 1 = 3%, embora a diferença entre os níveis seja 3,06 pontos da série. Nenhum desses números é um índice oficial.
Documentos e referências de trabalho
| Documento ou registro | Informação a conferir |
|---|---|
| Publicação da série | Níveis, unidade e notas metodológicas |
| Critério do caso | Série autorizada e convenção temporal |
| Extração utilizada | Arquivo, versão e data |
| Memória de conferência | Quociente, precisão e comparação por fatores |
Limites da conclusão
Uma troca de base não altera a variação quando todos os níveis envolvidos são convertidos pelo mesmo multiplicador. Isso não permite emendar séries de natureza diferente. Taxa negativa também exige manter o sinal original; eventual limitação de aplicação deve ter fundamento próprio, registrado fora da operação matemática.
Posso usar um nível 100 de uma série e o nível 105 de outra?
A igualdade aparente de escala não comprova compatibilidade. Confira produtor, conceito e regras de encadeamento antes de calcular o quociente. Sem essa confirmação, a conta não demonstra a variação pretendida.
Aplicação comentada
O estudo Mudança de base: por que 120 e 126 representam a mesma variação de 100 e 105 apresenta outro conjunto de dados e um teste de revisão.
Dados para reproduzir a demonstração
Baixar a planilha dos 30 cadernos e 30 estudos (XLSX, 54 KB). Neste material, consulte o número 25 na aba Cadernos. A aba Índice relaciona os temas, as linhas e as publicações.
A planilha contém as tabelas exibidas e as expressões de referência. Os valores são transcrições dos exemplos: as células não recalculam os resultados após alterações. As premissas e o procedimento para reproduzir cada conta estão explicados acima.
Referência de aplicação
Os dados e as operações deste material são didáticos. Para o contexto processual, consulte o Código de Processo Civil, especialmente os arts. 473 e 524. Essa referência não fixa as taxas ou os valores hipotéticos do exercício.
