
Em muitos sistemas cooperativos, a cooperativa singular não guarda toda a sua liquidez em casa, parte dos recursos é centralizada na cooperativa central ou no banco cooperativo, quando o sistema adota esse modelo. Isso cria uma dependência de confirmação entre duas contabilidades, a da singular e a da central, e é nesse encontro que as diferenças costumam aparecer. A auditoria de tesouraria confere se o saldo que a cooperativa diz ter centralizado é o mesmo que a contraparte confirma, e se o caixa que sobra cobre as saídas previstas.
O que esse trabalho examina
| Item examinado | O que é verificado |
|---|---|
| Centralização financeira | Se o saldo registrado como centralizado está conciliado com o extrato ou a confirmação da contraparte |
| Caixa e reservas | Se o caixa mantido cobre as saídas previstas e respeita o limite interno definido pela política de liquidez |
| Aplicações financeiras | Se as aplicações estão registradas pelo valor e critério corretos e com saldo confirmado pela instituição custodiante |
| Evolução dos depósitos | Se a projeção de liquidez considera o comportamento recente dos depósitos dos associados |
| Concentração de depósitos | Se depósitos concentrados em poucos associados são monitorados e considerados na projeção |
Documentos normalmente solicitados
- Projeção de fluxo de caixa dos últimos períodos e a versão vigente
- Extratos da conta de centralização e das aplicações financeiras
- Política de liquidez com os limites internos
- Atas de comitê financeiro ou de diretoria que tratem de liquidez
Exemplo ilustrativo
Este exemplo é ilustrativo e não representa um caso de cliente. Suponha que o extrato da central mostre R$ 2.400.000,00 de saldo centralizado e que a contabilidade da cooperativa registre R$ 2.450.000,00. A diferença de R$ 50.000,00 (R$ 2.450.000,00 menos R$ 2.400.000,00) precisa ser rastreada até a origem. Pode ser um repasse ainda em trânsito na data-base ou um erro de lançamento, e o relatório de auditoria informa qual das duas explicações a documentação sustenta.
Como o trabalho é organizado
- Delimitação. Definição das datas-base, das contas de centralização e das aplicações a examinar.
- Planejamento. Levantamento da política de liquidez e da rotina de conciliação com a central.
- Exame. Conferência dos saldos com extratos e confirmações externas e recálculo da projeção de caixa.
- Discussão dos achados. Apresentação das diferenças à administração, com pedido de justificativa.
- Relatório. Descrição das diferenças, das explicações comprovadas e das recomendações de ajuste.
O que a cooperativa recebe
Um relatório técnico que relaciona cada diferença ao saldo ou à projeção afetada e distingue o que é item em trânsito do que é erro, apoiando decisões sobre caixa e sobre o volume a centralizar.
Base normativa considerada
As cooperativas de crédito seguem a Lei 5.764/1971, que define o regime jurídico das sociedades cooperativas, e normas do CMN e do Banco Central aplicáveis ao segmento. O exame segue as Normas Brasileiras de Contabilidade de Auditoria Interna (NBC TI) ou de Auditoria Independente (NBC TA), conforme o contrato, e cada trabalho confirma a versão normativa vigente na data-base analisada.
Perguntas frequentes
Toda cooperativa centraliza recursos na central?
Depende do sistema a que pertence. O exame começa identificando como a cooperativa organiza sua liquidez e ajusta o escopo a esse desenho.
O exame pede confirmação direta à central?
Quando aplicável, sim. A confirmação externa é a evidência mais forte de que o saldo centralizado existe pelo valor registrado.
Precisa desse exame na sua cooperativa? A Costa Nova Associados examina centralização, caixa e projeção de liquidez a partir da política interna e da norma vigente na data-base.
