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Venda de imobilizado com resultado agregado zero e entrada de caixa

Confira duas baixas de imobilizado com resultado agregado zero e recebimentos que permanecem na DFC.

Duas alienações podem produzir ganho e perda que se anulam no resultado, embora gerem recebimentos relevantes. Este laboratório reconcilia as baixas por ativo, o resultado e a demonstração dos fluxos de caixa, sem usar o ganho líquido como substituto dos valores recebidos.

Duas vendas ocasionais

A entidade fictícia vende dois equipamentos de uso próprio. Não exerce atividade habitual de aluguel seguido de venda desses bens. A transferência de controle e o recebimento integral ocorrem nas datas de alienação. A depreciação está atualizada até essas datas, sem custos de venda, tributos, financiamento, retroarrendamento ou recebíveis remanescentes no recorte.

Equipamento Custo Depreciação acumulada Saldo líquido Recebimento Resultado
A 100.000 60.000 40.000 50.000 Ganho de 10.000
B 80.000 50.000 30.000 20.000 Perda de 10.000
Total 180.000 110.000 70.000 70.000 Zero

Em A, a baixa elimina custo de R$ 100.000 e depreciação acumulada de R$ 60.000, recebe R$ 50.000 e reconhece ganho de R$ 10.000. Em B, elimina custo de R$ 80.000 e depreciação acumulada de R$ 50.000, recebe R$ 20.000 e reconhece perda de R$ 10.000. Os lançamentos do pacote equilibram débitos e créditos separadamente.

Caixa e patrimônio

Com caixa inicial de R$ 10.000, o caixa final é R$ 80.000. O imobilizado líquido de R$ 70.000 desaparece. Sem passivos ou outros fatos neste recorte, o patrimônio permanece R$ 80.000, antes e depois das vendas.

Na DFC, os R$ 70.000 recebidos são entrada de investimento. Na reconciliação indireta isolada, o ganho é retirado do lucro e a perda é adicionada; os ajustes se anulam, deixando fluxo operacional zero. Usar o resultado agregado zero como entrada de investimento omite R$ 70.000 de caixa. Classificar o preço integral como receita de vendas também confunde a alienação ocasional com a atividade operacional habitual.

O pacote preserva as duas baixas, mesmo com resultado agregado nulo. Fontes: CPC 27, itens 67 a 71 e CPC 03, itens 16 e 20. O perito contábil deve reconciliar preço, saldo baixado e recebimento por operação antes de avaliar a apresentação conjunta.

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